6 poemas de Jacques Prévert

escamandro

Não sei vocês, mas meu primeiro, e até pouco tempo, único, contato com a poesia de Jacques Prévert havia sido um poeminha engraçadinho chamado “Mea culpa”, que transcrevo abaixo:

C’est ma faute
C’est ma faute
C’est ma très grande faute d’orthographe
Voilà comment j’écris
Giraffe

(in Histoires)

…que traz consigo também uma discussão chata que ronda os estudos da tradução sobre a tradução de Mário Laranjeiras do poema, que, para sermos breves, considera a “girafa” (escrita errado em francês) do último verso semanticamente irrelevante – i.e. ela serve para rimar com “orthographe” e para estar escrito errada (o certo é girafe) – e a substitui por uma “bassia”, assim:

Minha culpa
Minha culpa
Minha máxima culpa em ortografia
Vejam como escrevi
Bassia

A discussão sobre se a decisão de Laranjeiras é uma boa decisão ou não e blá blá blá já foi repetida inúmeras vezes e quem…

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